VINHO + ROCK ALTERNATIVO + ETC.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

SANTA CRISTINA/ZENATO: UM BOM VINHO PARA HARMONIZAR COM PHOENIX.

 
          Ah, os doces e simpáticos rapazes do Phoenix. Olha lá. Não são excelentes partidos? Se em uma terça-feira a noite sua filha chegasse no meio do jantar e dissesse: "Papai, mamãe. Vou casar um Phoenix. Ele me propôs." Você respiraria aliviado. Com certeza você respiraria aliviado. Talvez sejam os únicos rockstars do planeta para quem você entregaria a pureza da sua filha. Isso que é credibilidade. O que ninguém desconfia é que tudo isso faz parte de um plano. Um plano diabólico e maquiavélico. Algo que eles tramam desde o primeiro disco. Dominar o mundo. Sim, dominar cada cidade de cada país de cada continente. Crianças, mulheres, idosos, não importa. Eles querem a todos. E, sim, eles o vem fazendo com maestria. "Sorriam, rapazes. Toquem e sorriem. Isso... continuem sorrindo, estamos dominando o mundo. Isso... Não, Laurent! Guarde essa arma! Ainda não, ainda não. "(?).
          Pois o Windie-Wine estava experimentando o Santa Cristina do produtor Zenato e lembrou exatamente dos nossos camaradas franceses. O vinho tem um corpo muito parecido com as músicas da banda: não é agressivo nem distorcido, mas também não é delicado nem insosso. Pelo contrário. É cheio de personalidade. Consegue ter pegada, afinal é um cabernet (e afinal os caras são excelentes músicos), e ainda consegue ser leve, harmonioso e equilibrado. Uma combinação perfeita e imprevisível. O pessoal do Phoenix ganha caixas e mais caixas de vinhos de graça, todos cortesia da vinícola do sogro Francis Ford Copolla. Nós ainda não. Ainda(?). Por isso o jeito é juntar uma grana, comprar uma garrafa do Santa Cristina Zenato, dar play no som e curtir. Que tal?
R$78,00 / Expand.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

THUMBS, UP! MOLLYDOOKER VELVET GLOVE.

Esse é um dos rótulos mais bonitos e originais que o Indie Wine já teve notícia. Dalek, nosso enólogo azul foi aos cafundós da Austrália e descobriu o Mollydooker Velvet Glove Shiraz. O rótulo é simplesmente o máximo: uma luva negra e chique, cheia de adereços, envolvendo a garrafa. Simples, elegante, original e orgânico. Sem falar no acabamento, com a textura das linhas e costuras. O vinho também leva thumbs up: um syrah expressivo, potente, carnudo e frutado. Os tais especialistas dizem que você pode guardar até 2019. Outros especialistas dizem que o mundo vai acabar em 2012. Se eu fosse você, passafa fogo pela Internet e abria logo o seu Velvet Glove essa semana. E quando visitar o site, também dê uma olhada nos outros rótulos do mollydooker. Um mais style que o outro.
Thumbs fucking up, Dalek! U$185 / mollydookerwines.com

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DOIS BRANCOS PARA HARMONIZAR COM LCD SOUNDSYSTEM.


             
               É inegável que o número de shows legais em São Paulo vem crescendo. Esse mês por exemplo teremos LCD Soundsystem, umas das bandas mais originais dessa década. Sem falar na DFA, selo dance-punk do vocalista James Murphy. Um show imperdível – ainda mais depois da banda anunciar publicamente que essa será sua última turnê. 
               E nesse calor de São Paulo, nada melhor do que um vinho branco geladinho para animar o esquenta pré-show. Por isso aí vão duas sugestões de brancos para harmonizar com a gang de James Murphy. Daft Punk is playing in your house? Offer them a glass wine. They are important robots, and robots loves a good wine. 

 DANZANTE IGT 2008 BRANCO

         Para acompanhar LCD um vinho tem que ter groove, swing e pegada. Ou seja, um vinho moderno, versátil e sem muito fru-fru. (?) Por isso escolhemos um vinho que só pelo nome já vale a harmonização: DANZANTE IGT BRANCO 2008. Com uma graduação de 12,5%,  é um Pinot Grigio frutado gostoso, que você pode bebericar e dançar LCD a vontade.  Os redatores do Indie Wine pensaram em escrever “danzar” a vontade. Mas obviamente o editor-chefe bombou. (R$65,00 / Grand Cru)   
 

 DR. LOOSEN - URZIGER KABINET RIESLING 2007

 
            O próximo vinho é perfeito para acompanhar aperitivos, entradas, patês e mais o que você quiser servir antes do show do LCD. Além de ter uma graduação alcólica um pouco mais leve, apenas 7,5% , ele é redondo, saboroso e seu produtor tem um nome style: DR. LOOSEN – URZIGER KABINET RIESLING 2007. Nosso Dr. Loosen levou nada mais nada menos do que 91 pontos de Robert Parker, outro grande fã de LCD e amigo pessoal de James Murphy. É só abrir, experimentar e curtir. (R$57,40 / Expand) 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PACO & LOLA - THUMBS UP, DALEK!


 





Dalek, nosso grande amigo e enólogo azul, trouxe mais um rótulo cheio de design para estrelar aqui no Indie Wine. O achado da vez chama-se Paco & Lola, um espetacular albariño espanhol. O rótulo preto com as simétricas bolas brancas é fino, elegante e moderno.  Chega a dar vontade de lamber e/ou vestir. O que obviamente não é uma boa idéia. Uma ótima idéia seria encher um balde de gelo, colocar seu Paco & Lola para resfriar e abrí-lo em uma noite quente de verão. Aí sim. Com 13% de alcool e super aromático, ele consegue ser delicado sem ser fraco. Lembra lichia, mel e frutas maduras. Sem dúvida um dos vinhos mais carismáticos que o Indie Wine já provou. E um dos rótulos mais style que nosso bom Dalek já registrou. Thumbs up, Dalek!
(+ - R$85,00 / almeria.com.br)
Dalek, o enólogo azul e indie, levanta seu polegar após degustar Paco & Lola.





domingo, 30 de janeiro de 2011

2 VINHOS PARA TOMAR OUVINDO SMITHS.


1982, Inglaterra. No subúrbio de Manchester, surgia uma das bandas de rock alternativo mais influentes do cenário musical independente britânico dos anos 80, o Smiths. A química entre Morrissey e o guitarrista Johnny Marr resultaram em hinos como Big Mouth Strikes Again, Panic, This Charming Man e The Boy With the Thorn in His Side. De acordo com Morrissey, a filosofia da banda era "back to the basics": músicas matadoras e simples, um nome de banda simples e roupas e maquiagens simples. (?) Eu sei lá, ele que disse. Mas a real é que de nada adiantaria essa filosofia ou qualquer outro bla bla bla se o Smiths não tivesse algo que nenhuma banda de rock jamais teve, tem ou terá - a voz do Morrissey. O cara não só tinha algo a dizer, como o fazia com uma das vozes mais inconfundíveis, doces e originais da história do rock. E você vai ouvir essa voz tão valiosa, melancólia e sincera tomando o quê? Uma saquerinha de Kiwi? Uma caipifrutas? Uma cervejinha? É claro que não. Smiths é um som para curtir tomando um bom vinho, com calma e com os amigos, prestando atenção na interpretação do Morrissey e nos arranjos e nas guitarras de Johnny Marr e em como era maneira a década de 80. Por isso o Indie Wine fez duas sugestões de vinhos para você tomar escutando Smiths, um tinto e um branco. A base da harmonização é obviamente a voz do Morrissey: suave, doce, melancólica, afinada e profunda. E, claro, sua personalidade: além de celibatário (?), ele também era vegetariano radical. Deu o nome de Meat is Murder para o segundo albúm. E ainda proibiu os outros integrantes da banda de comerem carne em público. Só em casa, longe dos repórteres, lendo o Indie Wine. (?)

COBOS FELINO MERLOT 09

A voz do Morrissey lembra muito a uva merlot: macia, suave e aveludada. Nos vinhos de corte, ela é a responsável por arredondar e dar mais elegância e harmonia aos vinhos. Por isso não podíamos deixar de sugerir um vinho feito 100% com merlot, tão aveludado e agradável quanto o gogó do Morrisey, e ainda carregando a filosofia "back to the basics" do Smiths: Cobos Felino Merlot 2009. Um vinho que consegue ser simples e sincero, mas ao mesmo tempo profundo e interessante. Os taninos são seguros e potentes e o aroma remete a frutas mais tristes, melancólicas e maduras (?). Digamos que são frutas mais intelectualizadas que escutam Smiths. Não são morangos silvestres. R$70 / Grandcru.








RIO BIO GRAN RESERVA CHARDONNAY 08

Se você quiser magoar e machucar o Morrissey, faça o seguinte: organize uma festa surpresa, vende seus olhos e o leve em uma churrascaria rodízio. Quando a venda for retirada e todos gritarem surpresa, lá estará um dos vegetarianos mais radicais do mundo olhando para 19 garçons de bombacha oferecendo picanha, chuleta, maminha, coração de galinha, linguiça toscana e o tradicional carrinho de cupim. Por isso o próximo vinho, além de combinar com a voz do Morrisey, também é perfeito para harmonizarmos com pratos vegetarianos, como penne com abobrinhas, manjericão e limão siciliano. Indie Wine traz até você Rio Bio Gran Reserva Chardonnay 2008. É o único branco capaz de harmonizar com Smiths. Isso porque ele é tão amanteigado quanto as músicas, com bom corpo, profundo e cremoso, notas florais e frutas frescas. R$50 / Expand.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

QUAL VINHO COMBINA COM O PÔSTER DA SUA BANDA PREFERIDA?

INDIE WINE TRAZ CINCO SUGESTÕES DE HARMONIZAÇÃO DE VINHOS COM PÔSTERS DE ROCK. 




           Não importa o tamanho do show, sempre haverá um pôster anunciando a data, hora e local da gig. E isso não vale só para o rock. Na década de 60 os pôsters de jazz ditaram a direção de arte da época, influenciando um bando de artistas e designers que vieram a seguir. A questão é que no rock o pôster é um pouco mais democrático. Um porque existem muito mais bandas de rock do que bandas jazz - ainda bem. Dois porque o rock, mais do que qualquer outro estilo musical, sempre teve uma ligação direta com a imagem. Rock tem a ver com atitude, não só notas musicais. E atitude é, além do som, a foto, o vídeo e o pôster de quem faz o som. 
          No mundo do rock toda banda ou artista sempre desenvolve uma linguagem visual. Não é de hoje que as grandes bandas usam e abusam de maquiavélicas e diabólicas estratégias de marketing. O empresário do Kiss, por exemplo, viu um show do Secos e Molhados no México e roubou a idéia da maquiagem, acrescentando botas de plataforma, machados e um pouco de sangue jorrando da boca do baixista Genne Simons. Não deu outra. Em pouco tempo a molecada toda queria ser o Kiss. A estratégia era tão poderosa que eu, aqui no Brasil, depois de ver um, apenas um vídeo clipe do Kiss, catei meu irmão menor no parquinho, pintei uma estrela no seu olho, pintei um raio no meu e montamos uma banda imaginária com o original nome de Kiss Brothers. Teve show para as avós e tudo. Infelizmente a apresentação era baseada 100% em playback, pois não sabíamos arranhar nenhum instrumento ainda. Ah, se fosse hoje... Mas enfim, voltando aos pôsters, quem não pode contratar o empresário do Kiss, acaba dando um jeito. As bandas de garagem, por exemplo, sempre têm algum amigo designer. E já é o suficiente. Com atitude e criatividade surgem pôsters extremamente originais, coloridos e estilosos. Cada um com uma peculiaridade, cada um com a sua viagem. Mais ou menos como no mundo dos vinhos.
              Por isso aí vão 5 sugestões de harmonização de pôsters de rock com vinhos. Seja pelas cores, seja pelo conteúdo ou pelo traço, cada pôster combina com um certo vinho. Inclusive muitos desse pôsters, ficariam lindos como rótulos alternativos. 

Beck  x  Torrontes Colomé





Se esse pôster representasse alguma música do Beck, com certeza seria Debra. Uma música que lembra mais Curtis Mainfield do que o próprio Beck. É lenta, intensa, nostálgica e cafajeste. Na letra um rapaz confessa que a namorada não basta. Ele também quer dormir com Debra, ninguém menos do que a irmã da namorada. Com certeza o atormentado cidadão teve essa idéia sozinho, olhando uma paisagem igualzinha a do pôster. Apreciou o céu laranja, viu o rasante das gaivotas, deu um gole no vinho, lembrou que estava vivo e pensou: "Eu quero a irmã. E eu quero junto." A questão é: que vinho será que ele estava degustando durante o  inspirador insight?  Indie Wine foi atrás e descobriu. O vinho em questão é o Colomé Torrontes 2008. Um vinho feito 100% com a uva Torrontes, com um sabor inconfundível, denso e aromático, lembrando flores e frutas tropicais. Um vinho tão sedutor quanto a música do Beck, perfeito para acompanhar céu laranja + praia + frutos do mar. Se estiver na praia, peça uma mesa de frente para o mar. E uma mesa para três: você, Jenny e a irmã Debra. Quem sabe a noite se estende. R$41/Decanter.



Vampire Weekend x  Clos Apalta














                   O inebriante (?) pôster do Vampire Weekend é simplesmente inebriante (?). Parece mais um rótulo de vinho e/ou absinto do que um pôster de rock. E talvez por isso seja um lindo pôster de rock. Porque é completamente fora da caixa, longe do óbvio. Suas cores mais fechadas e seu traço arredondado pedem um tinto com características parecidas. Foi por isso que trouxemos o Clos Apalta. Um vinho feito no Vale do Colchágua no Chile pela Casa Lapostole, com uma mistura de merlot, carmenére e cabernet sauvignon. Um vinho mais sério e aveludado, que lembra frutas maduras e cereja, com sabores agradáveis e contidos apesar de uma impressionante concentração de 14,5%. No estilo do pôster e do próprio Vampire Weekend, consegue ter pegada, classe e peso sem ligar sequer um pedal de distorção. O preço varia de 75 a 400 Reais, dependendo da safra. Um Clos Apalta 2006, por exemplo, é bem mais caro que o 2007. O problema é que está esgotado, tanto na loja quanto no site da importadora Mistral. Mas vale perguntar quando chega um novo carregamento.


She Wants Revange x Brunello Biondi Santi*






         Uma garota é capaz de tudo por  vingança. O pôster do She Wants Revange ilustra justamente isso. O sonho de muitas garotas que acordam com uma sede maluca e incontrolável de se vingar do ex-namorado, marido, amante ou ficante. Na obra, por exemplo, vemos uma feliz e inocente moça prestes a degustar a cabeça do ex-namorado, espetada a um garfo. Não vamos entrar no mérito do que o cara aprontou para merecer ter a cabeça espetada no garfo. Vamos entrar em um mérito ainda melhor: qual o melhor vinho para degustar junto com a cabeça dele? Qual a uva harmoniza bem com a cabeça de um pobre homem? Um Pinot Noir? Talvez seja muito leve. Um Syrah? Muito impessoal. A situação é histórica. A grande vingança se concretizou. O jantar pede um grande vinho, talvez o melhor da adega. Talvez o melhor de todas as adegas. Por isso o eleito é o italiano dos italianos, a lenda que deu origem a série: Tenutta Greppo Brunello de Montalcino Riserva 1971 Biondi Santi. O vinho faz parte da história da vinicultura italiana. Biondi Santi é ninguém menos do que o cara que tornou Brunello uma Denominação de Origem Controlada, tão ou mais importante do que Amarone e Barolo. O vinho precisa de anos e anos para se revelar. Mas quando se abre, supera todas as expectativas. Corpo, aromas, frutas, personalidade, classe. Vale cada centavo. Quando se trata de cabeça de ex-namorado, harmoniza perfeitamente com o miolo mole, olhos, orelha e a língua. Língua que o coitado tanto usou para seduzir e mentir para a triunfante vingada.

*ps:
o Windie Wine tem o pé no chão e sabe que, pelo preço, o Biondi Santi não é para o bico do próprio Windie Wine e para 99.9% dos tomadores de vinho. Custa mais do que 1.00 Reais. Talvez seja para o bico do Keith Richards, Bowie ou Michael Jackson (in memorium). Por isso vai a sugestão do irmão mais novo do Brunello de Montalcino, tão especial quanto, delicioso e bem mais acessível e de um grande produtor italiano, perfeito para comer com o fígado de traidores: Frescobaldi Rosso de Montalcino Campo Ai Sassi 07. (R$130/Grandcru)


Arctic Monkeys x Ice Wine














          






         Esse é um dos pôsters mais legais da coleção particular do Windie Wine. É literalmente o macaco do ártico, de gravatinha borboleta, tomando o seu sorvete no meio da neve. E a pergunta que não quer calar é: qual o vinho mais legal para harmonizar com o nosso macaco? Ainda mais: qual o vinho perfeito para se harmonizar com o sorvete do macaco? Pelo clima gelado e pela sobremesa peculiar do pequeno símio, só pode ser um tipo de vinho. Um vinho alternativo e ainda raro no Brasil, o Ice Wine. Isso mesmo. Ice Wine, o vinho de gelo. O Ice Wine, ou Eiswien, é um vinho feito em países de extremo frio, como Áustria, Alemãnha e Canadá, aonde as uvas são colhidas no inverno, quando estão congeladas, a menos de 3 graus negativos. Dessa maneira ela concentra ainda mais sabores e aromas do seu terroir. O resultado é um vinho denso, original, com compotas de frutas brancas, algumas características cítricas e mel. Perfeito para acompanhar doces, bolos, tortas e até o sorvetinho do macaco. Por ser difícil de encontrar e fazer, o preço do Ice Wine ainda é um pouco salgado. O canadense Cave Spring, 100% Riesling, sai por R$297,00 na Winestore.com. O Brasil também resolveu entrar na empreitada do Ice Wine e o produtor Pericó lançou o primeiro Ice Wine brasileiro, em Santa Catarina. Boa dica para o macaquinho, quando ele vier passar férias de verão aqui pelo Brasil. 

Built to Spill x Finca Sandoval















           O Built to Spill é um trio independente de Idaho, nos Estados Unidos, que teve a sorte e talento de assinar com a Warner e ainda continuar sendo indie. É sem dúvida uma das bandas indie mais reconhecida da América do Norte. A música Carry the Zero é tão cativante e selvagem quanto a coruja do pôster. Esse foi um dos pontos de partida da harmonização: cativante e selvagem. O outro ponto foi o fato da coruja estar um pouquinho acima do peso. Portanto, somando tudo, precisamos de um vinho com as seguintes características: cativante, selvagem, carismático e gordinho (?). Será que esse vinho existe? Mas é claro que sim. Ele é o Finca Sandoval 2006. Uma mistura de Syrah (76%), Mouvedre (13%) e Bobal (11%). Só o rótulo com o passarinho já vale o vinho. Sem falar que harmoniza estéticamente com a nossa coruja. Robert Parker concorda com tudo, já que deu 94 pontos ao bom Sandoval. De acordo com ele o vinho é "maravilhoso, cheio de camadas e com madeira soberbamente integrada". E não pára por aí. Com 14,5% de graduação e a potência do Syrah predominando, ele é tão rechochundo quanto a nossa coruja. R$150,00/Mistral. 



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

THUMBS UP, DALEK: DOMAINE DES PERDRIX + BON IVER!


         
        Dalek, nosso enólogo azul e indie, aprovou mais um rótulo maneiro. Dessa vez o thumbs-up! do Dalek vai para o Domaine des Perdrix 2000, um vinho da Borgonha produzido em Nuits-st-Georges. 
        
         O rótulo é minimalista, com uma tipologia clássica e delicada, compondo em perfeito equilíbrio com a silhueta dourada de um perdiz determinado (?). Não é sempre que encontramos vinhos franceses com rótulos originais assim, ainda mais vinhos de uma região tão tradicional quando a Borgonha. Esse não tem importador. Foi comprado no freeshop de Paris, escolhido 120% por causa do rótulo. Nem eu, nem o Dalek, nem ninguém, nunca tinhamos ouvido falar do Domaine des Perdrix. E valeu cada centavo da aposta de 40 e poucos Euros feita no freeshop. 


         Foi o melhor vinho de 2011 até agora. Os produtores são tão bons quanto designer. E tão determinados quanto o perdiz (?). Thumbs up, Dalek!


Domaine des Perdrix + Poodle
Thumbs up, Dalek! Inclusive para o poodle.
 E se fossemos harmonizar com algum som, seria a música Stacks do Bon Iver. Cheia de terroir, afinal o cara se trancou 3 meses numa cabana para gravar, redonda, sincera, simples e delicada, perfeita para acompanhar nosso super Perdiz.